A Biotecnologia engloba todos os processos que se utilizam de agentes biológicos para a obtenção de produtos. Neste caso pode-se dizer que, de forma não intencional, a Biotecnologia existe há milhares de anos, desde que se descobriu a fermentação de pães, bebidas e queijos, realizadas por microorganismos. Nos últimos anos, porém, o termo Biotecnologia vem sendo utilizado como sinônimo de Engenharia Genética, neste caso pode-se dizer que ela é uma ciência recente.
Os conhecimentos que possibilitaram o desenvolvimento da biotecnologia remontam a meados do século XIX, quando o monge austríaco, Gregor Mendel, lançou as bases da genética, explicando a transmissão de características de geração para geração.
Os conhecimentos que possibilitaram o desenvolvimento da biotecnologia remontam a meados do século XIX, quando o monge austríaco, Gregor Mendel, lançou as bases da genética, explicando a transmissão de características de geração para geração.
Veja o desenvolvimento no século XX:
Década de 20 - Início do melhoramento genético
1953 - Descoberta a estrutura do DNA
Início dos anos 70 - Primeira transferência de genes entre espécies diferentes.A comunidade científica estabeleceu regras de biossegurança para a pesquisa e o desenvolvimento de produtos com modificações genéticas
1982 - Lançamento da insulina desenvolvida por biotecnologia
1993 - Lançamento, nos EUA, do primeiro cultivo desenvolvido pela biotecnologia: um tomate longa vida
1996 - Primeiro plantio comercial da soja geneticamente modificada, nos Estados Unidos
1997 - Primeiro plantio da soja geneticamente modificada na Argentina
1999 - As culturas geneticamente modificadas ocupam 40 milhões de hectares em todo o mundo. No Brasil, o Ministério da Agricultura registra as primeiras variedades de soja geneticamente modificada
2001 - As plantas geneticamente modificadas ocupam mais de 50 milhões de hectares em todo o mundo. São 13 os países a cultivar comercialmente essas plantas.
Década de 20 - Início do melhoramento genético
1953 - Descoberta a estrutura do DNA
Início dos anos 70 - Primeira transferência de genes entre espécies diferentes.A comunidade científica estabeleceu regras de biossegurança para a pesquisa e o desenvolvimento de produtos com modificações genéticas
1982 - Lançamento da insulina desenvolvida por biotecnologia
1993 - Lançamento, nos EUA, do primeiro cultivo desenvolvido pela biotecnologia: um tomate longa vida
1996 - Primeiro plantio comercial da soja geneticamente modificada, nos Estados Unidos
1997 - Primeiro plantio da soja geneticamente modificada na Argentina
1999 - As culturas geneticamente modificadas ocupam 40 milhões de hectares em todo o mundo. No Brasil, o Ministério da Agricultura registra as primeiras variedades de soja geneticamente modificada
2001 - As plantas geneticamente modificadas ocupam mais de 50 milhões de hectares em todo o mundo. São 13 os países a cultivar comercialmente essas plantas.
O que são organismos geneticamente modificados (OGMs) ou transgênicos?
Organismos geneticamente modificados são aqueles que receberam gene ou genes de outros organismos ou que tiveram alguma modificação em algum gene específico, passando, então, a expressarem uma nova característica.
Por que a biotecnologia está sendo utilizada para o desenvolvimento da agricultura?
A biotecnologia vem sendo utilizada para melhorar plantas visando aumentar a produtividade agrícola, de forma sustentável e com preservação do meio ambiente, bem como para produzir alimentos de maior valores nutritivos, industriais. Ainda existem muitas possibilidades de melhoria na agricultura com uso da biotecnologia, como por exemplo, produção de plantas adaptdas a condições adversas de clima e solo, diminuição de perdas pós colheita pela produção de plantas que amadurecem mais lentamente e outras.
Há diferença entre as plantas geneticamente modificadas e convencionais?
À exceção da característica expressa pelo gene introduzido, não há diferenças entre as plantas geneticamente modificadas e as convencionais.
Quando foram realizados os primeiros experimentos em campo com plantas geneticamente modificadas?
Em 1986, nos Estados Unidos e na França. Mais de 30 mil testes de campo já foram realizados no mundo, principalmente nos Estados Unidos e Canadá, havendo também testes realizados na Europa e na América Latina. Neste último caso, a maior parte dos testes foram realizados na Argentina e no México. O Brasil iniciou suas atividades nesse sentido em 1997, tendo a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança – CTNBio, autorizado a realização de cerca de 900 testes até o momento.
Que tipos de culturas já estão sendo desenvolvidas a partir da biotecnologia?
Atualmente a biotecnologia está sendo utilizada para desenvolver variedades com ganhos específicos para a fase de produção, conferindo às plantas a melhoria em várias de suas características agronômicas, tais como resitências a insetos e doenças e tolerância a herbicidas. Soja, milho, canola, batata e algodão transgênicos já são cultivados em escala comercial e consumidos em diversos países. Informações sobre plantas transgênicas cultivadas no mundo podem ser obtidas no site do ISAAA.
Quais as perspectivas para o desenvolvimento de novas aplicações da biotecnologia no futuro?
Pesquisas estão sendo desenvolvidas e em breve deverão estar disponíveis no mercado plantas com características tais como maior teor de óleo, de proteínas e vitaminas. Há também pesquisas que possibilitarão, no futuro, que as plantas sejam utilizadas como biofábricas de medicamentos e vacinas, bem como que sejam produzidas plantas melhor adaptadas a condições adversas de clima e solo e que apresentem menores perdas pós colheita.
O que a biotecnologia pode fazer pelo ser humano?
A biotecnologia, como ciência, tem potencial para oferecer novos produtos, bem como desenvolver técnicas que aplicadas à medicina aumentem a qualidade de vida e a eficiência dos tratamentos de doenças, além de produzir alimentos de maior valor nutritivo.
Alguns exemplos:
- plantas que poderão ser utilizadas como vacinas;
- vegetais que absorvem menos óleo durante o processo de fritura;
- vegetais enriquecidos em termos de nutrientes, tais como vitaminas, proteínas e provitaminas, exemplo o arroz dourado;
- tratamento de doenças que ocorrem por problemas genéticos (terapia gênica);
- produção de órgãos e tecidos para transplante, sem o problema de rejeição;
- utilização de microrganismos geneticamente modificados mais eficientes na produção de produtos em processos fermentativos;
- utilização de microrganismos geneticamente modificados para biorremediação (despoluição).
A clonagem dos seres vivos segue os mesmos princípios empregados na obtenção de OGM?
Não. Clonagem consiste na produção de um novo indivíduo a partir de células de um organismo que, ao se multiplicarem, vão gerar um indivíduo geneticamente idêntico ao que forneceu as células, sem haver, portanto, reprodução sexual. Na clonagem, não há modificação genética. Um clone é, assim, uma reprodução ou repetição geneticamente idêntica de um indivíduo. A clonagem é facilmente obtida em vegetais. Como as células dos animais têm características diferentes, as técnicas de clonagem em animais são muito mais complexas.
Como está evoluindo a área cultivada com plantas geneticamente modificadas no mundo?
Em 2011 foram plantados 160 milhões de hectares de transgênicos no mundo, crescimento de 8% em relação ao ano anterior (148 milhões de hectares). Ao todo, 16,7 milhões de agricultores de 29 países plantaram culturas geneticamente modificadas.
- Países em desenvolvimento – Das 29 nações produtoras de transgênicos, 19 são países em desenvolvimento e detêm aproximadamente 50% das plantações. Espera-se que, em 2012, eles ultrapassem os países industrializados na adoção de biotecnologia.
- Pequenos produtores – Ao todo, 16,7 milhões de agricultores plantaram culturas geneticamente modificadas. Desses, 90% são considerados de pequeno porte.
- População mundial – Nos 29 países mencionados residem mais de 60% da população mundial, que, em 2011, alcançou a marca de 7 bilhões de habitantes.
O que é o alimento geneticamente modificado?
É aquele obtido a partir de variedades geneticamente modificadas ou que, no seu processamento, utilizam microorganismos geneticamente modificados. Esses alimentos podem ser utilizados para consumo direto, como insumo ou ingrediente na cadeia de produção de outros alimentos.
Há diferença entre o alimento derivado da biotecnologia e o convencional?
Os alimentos derivados de cultivos geneticamente modificados são avaliados química e nutricionalmente em comparação aos convencionais. Só poderão ser comercializados alimentos derivados da biotecnologia que apresentem, em relação aos não modificados geneticamente, como diferença única e exclusiva a expressão da característica intencionalmente inserida.
O que significa para um país, hoje, não realizar pesquisas em biotecnologia?
A biotecnologia é a grande nova fronteira da indústria do século 21. Se o Brasil não desenvolver pesquisas em biotecnologia, perderá a possibilidade de usar o vasto potencial da sua biodiversidade e de seus bancos de germoplasma (o maior da agricultura tropical mundial), a capacidade de gerar internamente produtos originários da biotecnologia de alto interesse para a competitividade da agricultura brasileira, a capacidade de desenvolver a indústria farmacêutica local, gerando produtos de interesse para a população em geral. Além de fatores comerciais, se o Brasil ficar alheio às pesquisas, perderá a oportunidade de acompanhar o desenvolvimento das novas tecnologias e produtos derivados da biotecnologia, ficando depende das mesmas de acordo com a geração em outros países.
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